quinta-feira, 2 de junho de 2011

"Yoga Institute" (Yoga Hakwon, 2009)

"Yoga Institute" que também se pode encontrar por aí como "Yoga School", é um filme que tinha guardado na gaveta há já algum tempo. Nem sei bem o que é que atrai, se o poster da mulher contorcida se a possibilidade de o ioga possuir um lado perverso. Mas ok, o tema também é interessante. A discussão sobre se a beleza se o valor profissional da pessoa é mais importante é muito actual, sobretudo para as mulheres. Sorry guys! Se o valor profissional é muito importante, a verdade é que um palminho de cara vende muito mais. E até onde estaremos dispostos a ir para ir buscar alguma da beleza que não nos saiu nas cartas? Embora, esteja a imaginar alguns membros do sexo maculino a deliciar-se com as contorções de ioga das actrizes (o elenco é quase todo feminino), não estou a ver grande empatia destes com a temática, que de horror o filme tem muito pouco. Mas espero estar enganada. Entretanto, não consegui vêr o filme antes porque tenho um método aleatório de selecção dos filmes, com direito a papelitos com as várias hipóteses e tudo. I kid you not! Achei que devia partilhar.
Posso adiantar que fiquei desiludida com a película. O argumento de "Yoga Institute" tem mais buracos que um queijo suiço. Após ser ultrapassada por uma novata bonita na estação televisiva onde trabalha, Hyo-jeong (Yoo Jin Kim) começa a questionar a sua própria aparência e decide inscrever-se num curso intensivo de ioga que de acordo com uma ex-colega, é o segredo de beleza mais bem guardado. O instituto é gerido uma ex-actriz e uma instrutora rígida chamada Na-ni (Soo-Yeon Cha) que infoma Hyo-jeong e as outras candidatas de que terão de seguir à risca uma série de regras: não comer; não tomar banho até uma hora depois das aulas; não olhar para espelhos; não sair do edíficio e não contactar com ninguém fora do curso. Inicialmente, tudo aparenta correr bem, até que as raparigas começam a quebrar as regras...
Como já tinha referido o argumento apresenta problemas, demasiados problemas. Desde logo com Hyo-jeong, a veterana de televisão que não sendo simpática e até desagradável para Seon-hwa (Young-Jin Lee), uma antiga colega de escola, acaba por lhe sugerir o instituto de ioga! Quanto a vocês não sei mas se eu tivesse uma colega que era uma cabra, a última coisa em que estaria interessada seria o seu bem-estar.
"Yoga Institute" deixa mais dúvidas do que respostas. Por exemplo, a ligação da actriz ao ioga não é nada explorada. Como é que chegou à brilhante conclusão que o ioga é a fonte da juventude? Umas plásticas e uns peelings não? À medida que os dias passam, Dong Hun (Daniel Choi), o interesse amoroso de Hyo-jeong, não sabe onde esta se encontra começa a procurá-la. É uma história paralela que começa interessante mas acaba repentina e insatisfatória. Mais uma vez fiquei sem perceber qual era a intenção de Jea-yeon Yun, realizador e argumentista. E o cumprimento das regras é condição essencial para se alcançar a suprema beleza? Ok. Como é que chegaram a essas regras? O filme é todo assim. Jae-yeon Yun é parco nas respostas.
Agora, chega a altura de ser simpática, porque este filme não apresenta só falhas. A cinematografia está excelente, a atmosfera no instituto é pesada e sinistra. Quando se entra no instituto quase que se sente o ar a mudar e a ficar pesado. Gosto do look dark do filme que se coaduna com a temática. Ajuda a explorar o lado negro da beleza, o preço da beleza, a luta entre a beleza interna e a externa... Infelizmente, há cenas em que tive de me tornar adivinha porque eu, pelo menos, na escuridão total não consigo ver nada. Quanto ao fim é insatisfatório. Acredito que se virem "Yoga Institute" com outras pessoas, todos chegarão a conclusões diferentes. É bom para quem não aprecia finais fáceis. Ora quem gosta de ver respondidas todas as suas questões exaustivamente, "Yoga Insitute", deixa um sabor a insatisfação na boca. Duas estrelas.



Realização: Jae-yeon Yun 
Argumento: Jae-yeon Yun  
Elenco:
Yoo Jin "Eugene" Kim como Hyo-jeong
Soo-Yeon Cha como Na-ni
Eun-Ji Jo como In-soon
Daniel Choi como Dong-hoon
Young-Jin Lee como Seon-hwa

Próximo Filme: "Tali Pocong Perawan", 2008

domingo, 29 de maio de 2011

"Sick Nurses" (Suay Laak Sai, 2007)

Uau, tantas enfermeiras boazonas num só hospital? Parece o sonho de qualquer indivíduo com um fetiche por enfermeiras de bata branca. Ainda por cima, este hospital (será mesmo um hospital?), é o mais deserto que já vi. Não tem doentes, um ou outro cadáver e seis enfermeiras seminuas a bambolear-se pelos corredores. Mas desenganem-se que estes anjos brancos nada têm de angelical. Em conjunto com o doutor Tar (Wichan Jarujinda), dirigem uma operação de tráfico de órgãos no mercado negro a partir do hospital. A operação corre bem, tanto que o Dr. Tar até recebe uma condecoração, com direito a confeti e tudo pela administração do hospital por trazer tanto dinheiro para o hospital. Mas como se costuma dizer não é aconselhável misturar negócios com prazer. Quando Tahwaan (Chol Wachananont) descobre que o seu namorado, o Dr. Tar está a ter um caso com a sua irmã mais nova, a também enfermeira Nook (Chidjun Rujiphan), ameaça expô-los a todos. As enfermeiras em conluío com o doutor não hesitam em matar e desfazem-se de Tahwaan (Chol Wachananont). Mais um segredinho sujo. Sete dias passarão após a sua morte. Se o seu espírito estiver inquieto, terá até à meia-noite do sétimo dia para encetar a sua vingança...
Não há em "Sick Nurses", uma grande surpresa neste ponto: voltamos ao "velho" espiríto vingativo de longos cabelos negros, pronto a perseguir os que lhe fizeram mal em vida. Gostei sobretudo do modo como o espírito explorou as obsessões das enfermeiras para as fazer conhecer o seu destino. No final da película compreenderão o significado destas obsessões para elas e para Tahwaan. Não se preocupem com a exposição que aqui fiz da história, o filme é sempre a abrir. As surpresas, que as há, estão todas guardadas para os últimos 20 minutos de filme, com uma reviravolta de fazer caír o queixo. Literalmente. Desafio alguém a conseguir adivinhar o fim deste filme! E quando os créditos rolam ficamos: "Ãh? Mas que raio...? Quer a música quer as imagens parecem de um filme completamente diferente. Hardcore horror ou softcore porn?
"Sick Nurses" tem ainda uns apontamentos maravilhosos, sendo a Tailândia um país muito sensível à demonstração de cenas eróticas e/ou sexualmente ousadas, a equipa arranjou uns estratagemas interessantes de modo a mostrar um pouco mais de pele. Têm sucesso, transformando "Sick Nurses" num festival de pernas e de peitos que tanto agradarão à audiência seja ela masculina ou feminina, com um gostinho especial por enfermeiras. É de louvar a imaginação dos cineastas: os ângulos que fazem anunciar  a presença do espírito, os reflexos (nomeadamente, no sangue) e as presenças mesmo no fundo da imagem, são truques simples mas eficazes. Interessante é também o corte das cenas que é efectuado antes de algo se precipitar deixando-nos na dúvida sobre o que realmente aconteceu. Para quem não tem muitos meios são ideias muito boas. E para quem os tem: watch and learn people! Gostei e dou-lhe três estrelas em cinco. Desafio Hollywood a pegar neste filme e a tentar fazer melhor.



Realização: Thospol Siriwiwat e Piraphan Laoyont
Argumento: Thospol Siriwiwat, Piraphan Laoyont, Chanop Sirikamolmas, Buddhiporn Boossabarati e Yuthtana Lopanpajbul.
Elenco:
Chol Wachananont como Tahwaan
Wichan Jarujinda como Dr. Tar
Chidjan Rujiphun como Nook
Kanya Rattanapetch como Ae
Dollaros Dachapratumwan como Jo
Ocha Wang como Yim
Ampairat Techapoowapat como Orn
Ampaiwan Techapoowapat como Am

Próximo Filme: "Yoga Institute" (Yoga Hakwon, 2009)

quarta-feira, 25 de maio de 2011

"Noroi - The Curse" (Noroi, 2005)

É certo e sabido, para quem já leu apreciações anteriores que não sou fã de filmagens de estilo câmara no ombro. Não sou. A imagem fica tremida, perdem-se acontecimentos, confundem-se outros e fico com uma terrível dor de olhos. Isto não invalida que, em alguns casos, considere que esta abordagem faça sentido. Em "Noroi", funciona e bem. Simplesmente uau. Cheguei a ler alguns comentários de pessoas que viram o filme na Web que variam entre o "sujei as calças" e "não meteu medo nenhum". Aposto que estes últimos dormiram acompanhados nessa noite. "Noroi" é um mockumentary, filmado à moda de "The Blair Witch Project" (1999), de que a propósito também gostei, mas as semelhanças ficam-se por ai. A película é de Koji Shiraishi, que não é estreante no Not a Film Critic (ver "Carved - a slit-mouthed woman" (2007), com um registo de qualidade inferior.
A princípio a história parece trivial, Masafumi Kobayashi (idem), um jornalista especialista em fenómenos do paranormal desaparece em circunstâncias mistériosas, deixando para trás o material da última reportagem em que estava a trabalhar: "Noroi". Tudo começa com a aldeia Shimokage prestes ser submersa com a construção de uma nova barragem, onde os habitantes decidem recriar, pela última vez, um ritual se apaziguamento dos espíritos. Pouco tempo depois, o nosso jornalista recebe uma carta de uma senhora que diz ouvir sons estranhos vindos da casa da vizinha...
"Noroi" está compartimentado em uma sucessão de acontecimentos cronológicos que alternam entre as entrevistas de Kobayashi e os programas de televisão japoneses com os seus personagens caricaturais e exageros. Estas transições são eficazes tanto mais que não se perde tempo com informações desnecessárias, todos os acontecimentos são relevantes para o encaixar das peças do puzzle e desvendar o fenómeno. Dá a sensação de estarmos a ver um documentário real de jornalismo de investigação de Kobayashi e da sua equipa. E como "The Blair Witch Project" nos deu a conhecer, o que parece real, parece muito mais assustador. Estas alternâncias também fornecem um alívio para as cenas de tensão e de carregamento de baterias para o que aí vem.
"Noroi" sucede onde muitos outros falham. Cenas nas quais se visualiza o material recolhido são perturbadoras pelo que põem a descoberto, num crescendo contínuo de terror psicológico. E à medida que o final se aproxima, rápido e brutal como é, damos por nós embrenhados na máxima de Kobayashi: "Eu quero a verdade. Não interessa quão assustadora, eu quero a verdade."
Os arrepios poderão surgir até muito depois de o filme terminar. Vemos Kobayashi a iniciar um trabalho de investigação "chapa 3" e assistimos quando as informações que vai obtendo se tornam cada vez mais perturbadoras, à medida que vai penetrando no folclore japonês e alguns psíquicos vão sendo "recrutados". O elenco é sólido: Kobayashi é extremamente likeable na sua busca incessante pela verdade; Marika Matsumoto (ídem) desempenha uma psíquica que atraí eventos sobrenatuais mais do que gostaria e com quem, (não duvido) muitos elementos da audiência irão desenvolver um forte sentimento de protecção diria até paternal . Já Mitsuo Hori (Satoru Jitsunashi), o segundo psíquico, cresce em nós, demonstrando mais talento em linguagem facial e gestual que muitos actores numa vida inteira de palavras. Clap, clap, clap. Já a jovem Kana Yano (Rio Kanno), mais do que uma psíquica com capacidades extraordinárias e potencial ilimitado é uma infeliz vítima das circunstâncias. Damn it, tv shows!
No entanto, "Noroi" não está isento de falhas, é anormalmente longo para uma película desta natureza, com 115 minutos. Apesar da vontade de não perder o fio à meada, dei por mim a desejar que os acontecimentos se desenrolassem mais rapidamente. Uma outra questão que pode ser um pouco confusa para a audiência é o número de actores. Apesar de o núcleo central ser relativamente pequeno: Kobayashi, o seu câmara e três psíquicos (e já estou a ser simpática), é fácil a dada altura perdermo-nos nos personagens. Em algumas cenas, a utilização de imagens criadas digitalmente poderá ser posta em causa. Seriam mesmo necessárias? O filme já é bastante atmosférico, tal como é. Acrescentam realmente algo? Felizmente, os problemas são suficientemente inócuos para que sejam atribuídas, com alguns arrepios, quatro estrelas.



Realização: Koji Shiraishi
Argumento: Koji Shiraishi e Naoyuki Yokota
Elenco:
Masafumi Kobayashi (idem)
Marika Matsumoto (idem)
Rio Kanno como Kana Yano
Satoru Jitsunashi como Mitsuo Hori
Tomono Kuga como Junko Ishii

Próximo Filme: "Sick Nurses" (Suay Laak Sai, 2007)

domingo, 22 de maio de 2011

"Three...Extremes - Curta #1: Dumplings" (Saam Gaang Yi, 2004)

"Dumplings" é a contribuição chinesa para a trilogia de curtas de horror "Three...Extremes" sequela de "Three" (Saam Gaang, 2002). Esta experiência do horror asiático junta os realizadores Fruit Chan, (Hong Kong - China),  Park Chan-Wook (Coreia do Sul) e Takashi Miike (Japão) que apresentam entre os três, obras como "Don't Look Up" (2009), "Thirst" (2009) e "13 Assassins" (2010). Uma colaboração de sonho portanto. Ou se preferirem, um grande pesadelo assustador.


Bem, que podiam tirar do título "Extremes", que com estes realizadores acaba por se tornar redundante. O primeiro filme da trilogia é "Dumplings" que não deixa margem para dúvidas. Marca desde logo um tom brutal e divide a audiência. Este é um filme que se ama ou se odeia, de extremos, a bem dizer. É provocador, obsceno, repugnante, perturbador, desconcertante, chocante e outros tantos adjectivos na mesma linha. A premissa é simples: Li (Miriam Yeung Chin Wah), uma senhora de meia idade visita a "Tia" Mei (Bai Ling) para que esta lhe faça um dos seus famosos "dumplings", uns bolinhos de massa, que supostamente têm propriedades rejuvenescedoras. Estes bolinhos são muito famosos na China sendo confeccionados com carne, peixe, legumes, o que quiserem, a massa é a base. Inicialmente, Mei pergunta a Li quantos anos lhe dá, ao que esta responde 30. É muito mais velha e como ela diz e bem, ela é a melhor publicidade dela própria. Mei, mete-se na cozinha e começa a fazer os seus bolinhos mágicos: tritura, pica, amassa, coze como uma verdadeira fada do lar. Claro que a higiene é muito má, mas é cozinha caseira. Os produtos de fumeiro e os queijos não são feitos nos ambientes mais assépticos, no entanto, são bons que se farta não são? O pior é mesmo o ingrediente secreto de Mei (que não vou revelar) embora, ela não faça questão de o esconder, até faz gala disso. Afinal, não se trata aquilo de atingir a suprema beleza? Não é apenas uma transacção comercial? À mera menção do ingrediente alguns hão-de estremecer na cadeira, outros mesmo hão-de parar o visionamento do filme. Muitos, não olharão para bolinhos de massa cujo conteúdo desconhecem com os mesmos olhos... Mas o que me impressiona mesmo é a reacção, ou melhor ausência de reacção de Li, perante os bolinhos de cor rosa bebé. A sua indiferença é perturbadora. Nem mesmo o nojo de meter os bolinhos na boca sabendo aquilo que são a detém. Vêmo-la mastigar, ouvimos o conteúdo a estalar nos seus dentes e a ser sorvido... Criaturinha amoral. Faz pensar sobre a sanidade mental da personagem. A beleza vale perder a alma? E quando voltamos a vê-la, Li parece resplandecente, sem qualquer exagero de maquilhagem, apenas uma abordagem brilhante da câmara e a capacidade de representação de Chin Wah. Quanto à "Tia" Mei é refrescante, parece indiferente ao problema moral que os seus bolinhos acarretam e vai angariar os seus ingredientes como uma comum dona de casa vai à mercearia. O horror de Chan funciona muito melhor pela via da psique do que pela demonstração. Tem algumas imagens terríveis mas o que a audiência adivinha e antevê, por si só, é bem capaz de mexer com os seus sentimentos e estômagos. Ele semeia e instala desde logo uma sensação de desconforto para as curtas seguintes. E por isso, vale ouro. Quatro estrelas.



Realizador: Fruit Chan
Argumento: Lilian Lee (Pik Wah Li)
Elenco:
Bai Ling como Mei
Miriam Yeung Chin Wah como Senhora Li
Tony Leung Ka Fai como Senhor Li

Próximo Filme: "Noroi -The Curse" (Noroi, 2005)

quinta-feira, 19 de maio de 2011

"Whisper" (Bulong, 2011)

Já se falou aqui de filmes de dar a volta ao estômago mas de vómito projectável não. Até agora. Das Filipinas vêm o muito recente "Whisper", uma mistura de horror e comedy. Será Horredy? "Whisper" não deixa grandes dúvidas quando o trio principal de actores se chama: Conan, Oprah e Ellen. Uma pergunta impõe-se. Serão os argumentistas da "Team Conan"? E, mais importante, será que o talk-show do Jay Leno não é transmitido nas Filipinas? Fora de brincadeiras, "Whisper" é um filme agradável, funciona como um mix de terror com comédia, mas mais no campo da comédia.
A história é sobre o enfermeiro Conan (Vhong Navarro) que está apaixonado pela colega de profissão Ellen (Bangs Garcia), que mais parece interessada em mantê-lo pelo beicinho apenas para a concretização de pequenos favores. Desesperado com a falta de atenção de Ellen, Conan recorre ao "Bulong", uma antiga surpestição filipina que diz que se sussurrarmos um desejo ao ouvido de um morto, este é obrigado a conceder-nos esse desejo a partir do mundo do sobrenatural. Creepy, não é? Conan, que como se verá ao longo da película, não tem sorte nenhuma, escolhe o morto errado... e um simples desejo depressa se torna numa maldição. Para se livrar desta terá de recorrer ao apoio da sua amiga e médium Oprah, interpretada pela engraçadíssima Angelica Panganiban, já que sozinho se torna perito em enredar-se cada vez mais no problema. Entretanto, "Whisper" é um filme com possessões demoníacas, zombies e Lucífer, cujos efeitos especiais não são grande coisa. Fraquinhos mesmo. No entanto, estes são largamente compensados pelo excelente timing cómico de Navarro e Panganiban. Mais do que isso, "Whisper" é um filme sobre darmos atenção às coisas erradas e a não reconhecermos o verdadeiro valor quanto o temos à nossa frente. E também a não nos metermos com os mortos. Se é que precisaríamos de o aprender. Conan, pelos vistos, falhou essa parte da aula. É bem-parecido, muito engraçado, talvez um pouco crédulo e burro. Quanto a Oprah, surge-nos uma mulher esperta e expedita, muito segura de si e da sua feminilidade, que em momentos de solidão nos revela a sua vulnerabilidade. E o nosso fantasma Paula (Angie Ferro), é um dos mais cómicos que já se viu. Uma delícia portanto. "Whisper" não é uma maravilha do cinema, mas a história tem picos de originalidade. Cenas sem ligação aparente, no fim do filme, demonstram uma relação surpreendente. "Whisper" é despretencioso. Abraça o humor cheesy com sucesso e os maus efeitos especiais tornam-se perdoáveis. É bom de ver para distraír, não é bom de ver para saltarmos da cadeira. Duas estrelas em cinco.

Realização: Chito S. Roño
Argumento: Chito S. Roño e Roy Iglesias 
Elenco:
Vhong Navarro como Conan
Angelica Panganiban como Oprah
Bangs Garcia como Ellen
Angie Ferro como Paula
Próximo Filme: "Three...Extremes - Dumplings" (Saam Gaang Yi - Gaau ji 2004)
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